Comércio varejista registra melhor resultado de vendas desde 2014

O Natal é sempre a melhor época do ano para o comércio varejista

Publicado em: 03/01/2020, 13:36
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As categorias de roupas, brinquedos e cosméticos lideraram as compras durante o período natalino, de acordo com a associação. O resultado superou as expectativas da entidade, que projetava 6,5% de alta.

 

Já durante todo o ano, o faturamento do setor do varejo em shopping registrou alta de 7,5%, com receita de R$ 168,2 bilhões. A pesquisa, feita pela associação e pelo Ibope, levou em conta dados dos 762 centros comerciais do país. A projeção de crescimento era de 5%.

 

Enquanto no comércio eletrônico, houve um crescimento de 15% em 2019, com faturamento de R$ 61,2 bilhões no ano. As vendas natalinas online movimentaram R$ 11 bilhões neste ano.

 

Para Nabil Sahyoun, presidente da associação, o pagamento do 13º salário, a liberação do PIS-Pasep e do FGTS e a queda na taxa de juros e do desemprego contribuíram para a alta do setor. A liberação do FGTS e do PIS/Pasep, que injetou na economia cerca de R$ 42 bilhões do FGTS em parcelas individuais de até R$ 500 e cerca de R$ 2 bilhões em recursos do PIS/Pasep.

 

Empregos temporários

 

Além disso, o comércio varejista foi protagonista na geração de empregos temporários no segmento, criando 103 mil postos de trabalho em 2019, 40% a mais que em 2018. Hoje, o setor emprega 1,3 milhão de vagas.

 

“Historicamente, 20% deles se transformam em empregos permanentes, possivelmente para expansão de novas lojas ou substituição de mão de obra”, afirmou Sahyoun.

 

Para Minas Gerais, a expectativa é de que o crescimento girou em torno de 7% a 10%. Tudo isso foi possível graças ao atual cenário econômico marcado pelas reformas que reforçam um cenário prospectivo positivo, a queda da inflação, os juros mais baixos, os maiores prazos de crédito para o consumidor, a liberação de recursos como Fundo de Garantia de Tempo de Serviço (FGTS) e PIS/Pasep e a ínfima recuperação do mercado de trabalho.

 

Segundo o presidente da FCDL-MG, Frank Sinatra, o cenário não poderia ser diferente! “O apelo do Natal, juntamente com tantas variáveis econômicas positivas, além das medidas de estímulo ao consumo, potencializou um ambiente que já estava propício ao consumo. Ressalto que, aqueles lojistas que souberam aproveitar os efeitos da sazonalidade, irão celebrar ganhos ainda maiores. Isso dá um ânimo extra para o setor. O importante é não ficar de braços cruzados e aproveitar ainda os benefícios que o cenário econômico atual continua oferecendo, principalmente com as tradicionais liquidações de janeiro e aquela fatia da população que deixa para comprar no mês conhecido pelos seus compromissos com os impostos e tributos”, analisou Frank Sinatra.

 

Novos centros comerciais

 

Ainda segundo o levantamento encomendado pela Alshop ao Ibope, 12 centros comerciais foram inaugurados em 2019. Destes, nove estão em cidades do interior e cinco deles na região Sudeste.

 

“A tendência é de interiorização, dado que as principais capitais estão saturadas. Hoje, 55% dos shoppings estão em cidades do interior”, afirmou Luís Augusto da Silva, diretor da Alshop.

 

A expectativa da entidade é que, com a projeção de crescimento do PIB acima de 2%, entre 13 e 20 centros comerciais sejam abertos em 2020.

 

“Hoje, há 31 shoppings em construção ou previsão abertura nos próximos anos, dos quais 20 serão no interior. Com o crescimento da economia, a tendência é de aceleração dos investimentos”, disse Sahyoun.

 

“Sem dúvida tínhamos uma demanda reprimida, mas por outro lado, crescer 7,5% no ano é algo bom. Um dado fundamental para 2020 é que, a maioria dos empresários com os quais conversamos diz que vai investir na expansão de suas lojas”.

 


Reforma da Previdência para crescer ainda mais

 

Para Nabil Sahyoun, a aprovação da reforma tributária pode destravar investimentos e potencializar o crescimento do varejo.”A reforma ideal teria redução de imposto, mas isso dificilmente vai acontecer. Para nós, empresários, a desburocratização e a união de vários impostos em um único já seria um fator muito importante”, afirmou.

 

Já para Sinatra, “enquanto não melhorarmos a nossa estrutura e otimizarmos a tributação, iremos sempre nadar em um mar cujo resultado final sempre é a morte de grandes empreendimentos. Não podemos demorar nem deixar para 2021 a reforma tributária. O mercado clama por isso! Até quando iremos manter estes impostos obsoletos e uma máquina governamental que precisa urgentemente de mais otimizações? Iremos crescer quando conseguirmos absorver todos que estão desempregados, melhorarmos a nossa forma de tributar e, principalmente, como utilizar o dinheiro público”, concluiu o líder da FCDL-MG.

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CDL Itaúna

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